Questão 1 de 5Hierarquia das medidas de controle de riscosfácil
Ao revisar o inventário de riscos de um terminal, o técnico de segurança relaciona quatro medidas possíveis para a exposição dos operadores ao ruído da casa de bombas:
- Ifornecer protetor auditivo aos operadores
- IIenclausurar acusticamente os conjuntos motobomba
- IIIreduzir, por procedimento escrito, o tempo de permanência do operador na sala
- IVsubstituir os conjuntos motobomba por modelos de menor emissão sonora.
De acordo com a hierarquia das medidas de controle adotada pelas Normas Regulamentadoras, essas medidas devem ser consideradas na seguinte ordem de prioridade, da mais prioritária para a menos prioritária:
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Resposta: A. Substituição na fonte (IV), controle de engenharia coletivo (II), medida administrativa (III) e, por último, o EPI (I).
A hierarquia das medidas de controle é o conceito mais cobrado de toda a segurança do trabalho, e o Capítulo 1.1 o apresenta logo no início do módulo justamente porque ele se repete depois em todas as normas específicas. A ordem é: eliminação do perigo; substituição ou redução na fonte; controles de engenharia (proteção coletiva); controles administrativos ou de organização do trabalho; e, por último, o EPI.
A lógica dessa ordem é uma só: quanto mais alto o nível, menos a proteção depende do comportamento humano para funcionar. Trocar a bomba por um modelo mais silencioso (medida IV) reduz a emissão na própria fonte e protege todo mundo o tempo todo, mesmo quem apenas passa pela sala. O enclausuramento acústico (medida II) é controle de engenharia: também é coletivo, mas atua na trajetória, depois que o ruído já foi gerado, e depende de a carenagem estar fechada e conservada. Reduzir o tempo de permanência por procedimento (medida III) é medida administrativa: não diminui um único decibel, apenas encurta a exposição, e depende de disciplina operacional. O protetor auditivo (medida I) é EPI: só protege quem o está usando, corretamente ajustado, durante todo o tempo de exposição.
Daí a sequência IV, II, III, I. Repare que substituição e engenharia são as duas primeiras porque agem sobre o agente; as duas últimas agem sobre o trabalhador. O erro clássico de prova é apresentar o EPI como a principal medida de prevenção, ou colocá-lo antes das medidas coletivas — ele é obrigatório sempre que as medidas anteriores forem insuficientes, mas nunca substitui uma proteção coletiva tecnicamente viável.
O tema é desenvolvido no Capítulo 1.1 e reaparece, com a mesma lógica, no Capítulo 2.1 (fonte, trajetória e receptor) e no Capítulo 2.11 (o EPI como última barreira).
Por que as outras estão erradas
- BInverte os dois primeiros níveis: o enclausuramento é controle de engenharia e vem depois da substituição, que atua na própria fonte geradora.
- CColoca a medida administrativa (III) antes do controle de engenharia (II), invertendo dois níveis da hierarquia.
- DAlém de inverter substituição e engenharia, coloca o EPI antes da medida administrativa — o EPI é sempre o último nível.
- EOrdem exatamente invertida: começa pelo EPI, que é a última medida da hierarquia, e termina pela substituição, que é a mais prioritária das quatro.
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