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Transpetro 2026 · Edital 03 · Quadro de Terra (Nível Médio)

Simulado Transpetro 2026 de Ambiental: 5 questões comentadas

Cinco questões inéditas de Conhecimentos Específicos de Ambiental, no padrão da Cesgranrio. Marque a sua resposta e veja na hora o comentário de cada alternativa e a armadilha da questão.

Prova em 6 de dezembro
Questões na prova6040 do cargo · 10 de Português e 10 de Matemática
Nesta página5de Conhecimentos Específicos, com comentário
No simulado completo60na proporção da prova
Vagas1imediatas · 11 com cadastro de reserva

Responda sem consultar nada, como no dia da prova. Os temas: Sucessão ecológica e produtividade; Biomas brasileiros; Etapas do tratamento de água em ciclo completo; Os quatro grandes fenômenos da poluição atmosférica; Competência para licenciar (LC 140/2011 e Decreto 8.437/2015).

Questão 1 de 5Sucessão ecológica e produtividadedifícil

Concluída a obra de instalação de um trecho de oleoduto, a área lindeira à faixa de servidão, que havia sido desmatada, foi deixada em regeneração natural. Décadas depois, a vegetação atingiu o estágio de comunidade clímax. Em comparação com a comunidade pioneira que ali existia nos primeiros anos, o que se espera observar na comunidade clímax é que

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Resposta: A. No clímax a PPB é máxima, mas a respiração consome quase toda a produção, de modo que a PPL tende a zero.

O eixo desta questão é a diferença entre produtividade primária bruta (PPB) e produtividade primária líquida (PPL), desenvolvida no Capítulo 1.1. A PPB é toda a matéria orgânica fixada pela fotossíntese, sem descontar nada — é o "faturamento bruto" do ecossistema. Dela subtrai-se a respiração dos próprios produtores (R) e obtém-se a PPL, que é o que efetivamente sobra armazenado e fica disponível para os consumidores: PPL = PPB − R. Ao longo da sucessão ecológica, esses dois valores caminham em sentidos diferentes. A comunidade pioneira tem PPB baixa em termos absolutos, mas guarda uma fração grande do que produz — por isso cresce visivelmente ano a ano e tem PPL alta em relação à sua biomassa. Já a comunidade clímax tem a maior estrutura, a maior biomassa e, portanto, a maior PPB de toda a sucessão; só que essa mesma estrutura enorme consome quase tudo o que produz apenas para se manter viva. A respiração se iguala praticamente à produção, e o acúmulo líquido tende a zero. A formulação que a apostila fixa é exatamente esta: no clímax, PPB máxima e PPL mínima, com a relação PPB/ respiração próxima de 1. Não há contradição alguma nisso — a floresta madura produz muitíssima matéria orgânica, mas não acumula mais nada de novo, porque está em equilíbrio dinâmico.

O restante do quadro da sucessão também precisa estar fixado, porque as demais alternativas o exploram: da pioneira ao clímax, aumentam a biodiversidade, a biomassa total, a complexidade da teia alimentar, a estabilidade e o número de nichos, que se tornam mais especializados.

Por que as outras estão erradas

  • BErrada. A PPB é máxima no clímax, mas a PPL não: ela tende a zero, justamente porque a respiração da comunidade madura consome quase toda a produção.
  • CErrada. É a comunidade jovem que incorpora mais biomassa nova em relação à sua massa; no clímax não há acúmulo líquido significativo.
  • DErrada. A relação PPB/respiração muito maior que 1 é característica das comunidades iniciais, que produzem mais do que consomem. No clímax essa relação é próxima de 1.
  • EErrada. É o contrário: a comunidade clímax apresenta a maior diversidade de espécies e a teia alimentar mais complexa daquele local, sob aquele clima e aquele solo.
A armadilha desta questãoTrocar PPB por PPL. O erro clássico é raciocinar que, se a floresta madura é a mais exuberante, ela deve ter tudo em valor máximo. Máxima é a bruta; a líquida tende a zero.

Onde está no Dossiê: Capítulo 1.1 · Sucessão ecológica e produtividade

Questão 2 de 5Biomas brasileirosfácil

Um duto em projeto atravessará trechos de diferentes biomas brasileiros, e o estudo ambiental precisa caracterizar cada um deles corretamente. A respeito dos biomas continentais do Brasil, é correto afirmar que

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Resposta: B. Reúne os três traços identificadores da Caatinga: exclusividade brasileira, vegetação caducifólia e espinhosa e rios em sua maioria intermitentes.

O Capítulo 1.2 organiza os seis biomas continentais por clima, vegetação, solo e principais ameaças, e a banca costuma cobrar exatamente os traços que identificam cada um de forma inequívoca.

A Caatinga reúne três marcas que nenhum outro bioma brasileiro tem simultaneamente: é o único bioma exclusivamente brasileiro, não ocorrendo em nenhum outro país; sua vegetação é uma floresta seca, espinhosa e caducifólia, que perde todas as folhas na estação seca — daí o nome tupi caa-tinga, "mata branca", pelo aspecto dos troncos nus; e seus rios são majoritariamente intermitentes, secando durante parte do ano, com a grande exceção do Rio São Francisco, que é perene porque suas nascentes estão fora do semiárido.

O contraste com o Cerrado é o ponto que mais derruba candidato. O Cerrado não é um bioma seco: nele chove bastante. O que o define é a sazonalidade, com verão chuvoso e inverno seco bem marcados. Sua vegetação é uma savana, com árvores baixas de tronco retorcido e casca grossa sobre um tapete de gramíneas, e suas raízes profundas lhe renderam o apelido de "floresta invertida". Quem tem déficit hídrico anual é a Caatinga. Quanto à extensão, a ordem a memorizar é: Amazônia (a maior, cerca de metade do território), Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, e por fim Pampa e Pantanal, sendo o Pantanal o menor em área — embora seja a maior planície alagável contínua do planeta.

Por que as outras estão erradas

  • AErrada. A descrição é da Caatinga. O Cerrado é definido pela sazonalidade (verão chuvoso e inverno seco), não pelo déficit hídrico anual, e sua vegetação é savânica, não caducifólia espinhosa.
  • CErrada. O Pantanal é o menor bioma brasileiro em área. O maior é a Amazônia, seguida do Cerrado e da Mata Atlântica.
  • DErrada. No Pampa o campo é a vegetação natural, e não pastagem plantada nem resultado de desmatamento. Confundir isso é erro conceitual clássico.
  • EErrada. A Mata Atlântica é justamente o bioma mais devastado do país. Seu elevado endemismo somado à intensa ameaça é o que a classifica como hotspot de biodiversidade.
A armadilha desta questãoCerrado não é sinônimo de seca. Sempre que o enunciado descrever déficit hídrico, rios intermitentes e vegetação espinhosa e caducifólia, o bioma é a Caatinga.

Onde está no Dossiê: Capítulo 1.2 · Biomas brasileiros

Questão 3 de 5Etapas do tratamento de água em ciclo completofácil

Uma estação de tratamento de água de um terminal opera em ciclo completo, com coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, fluoretação e correção de pH. A respeito do que cada etapa faz, é correto afirmar que

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Resposta: E. Coagulação desestabiliza (química, rápida) e floculação agrega (física, lenta); a remoção efetiva só ocorre na decantação e na filtração.

O Capítulo 2.2 insiste em um ponto que a banca cobra com frequência: coagulação e floculação são etapas distintas e nenhuma delas remove nada por si.

A coagulação é química e rápida. O coagulante — tipicamente sulfato de alumínio ou cloreto férrico — é injetado e imediatamente disperso por uma mistura violenta, porque a reação de hidrólise ocorre em fração de segundo. Sua função é neutralizar a carga elétrica negativa dos coloides, que é o que os mantinha se repelindo. Ela desestabiliza as partículas, mas não as remove.

A floculação é física e lenta. A água desestabilizada passa por agitação suave, que promove choques entre as partículas e faz com que se agreguem em flocos progressivamente maiores. A agitação precisa ser lenta: rápida demais, quebra os flocos já formados. Ela agrega, mas também não remove.

Quem remove é a decantação, que faz os flocos formados afundarem por gravidade, retirando o grosso da turbidez, da cor e dos sólidos suspensos; e depois a filtração, que retém a turbidez residual e é a barreira sanitária principal contra cistos e oocistos de protozoários resistentes ao cloro, como Giardia e Cryptosporidium.

As duas últimas etapas também não removem nada. A fluoretação adiciona flúor para prevenir cárie — é medida de saúde bucal, não de tratamento sanitário. E a correção de pH protege a rede: repõe a alcalinidade consumida na coagulação, evitando que a água ácida e agressiva dissolva metais das tubulações no caminho até o consumidor.

Por que as outras estão erradas

  • AErrada. A descrição é da floculação. A coagulação é química e de mistura rápida, e neutraliza a carga dos coloides.
  • BErrada. A floculação apenas forma os flocos; quem os remove é a decantação. E, quanto maior a turbidez da água bruta, mais necessária é a decantação.
  • CErrada. Quem inativa os patógenos é a desinfecção. A fluoretação adiciona flúor para prevenir cárie e não remove nem inativa nada.
  • DErrada. A correção de pH não remove nada: ela protege a rede contra corrosão e incrustação, repondo a alcalinidade consumida na coagulação.
A armadilha desta questãoA pergunta clássica é "o que esta etapa remove?". Para coagulação, floculação, fluoretação e correção de pH, a resposta é: nada. Elas preparam, adicionam ou protegem.

Onde está no Dossiê: Capítulo 2.2 · Etapas do tratamento de água em ciclo completo

Questão 4 de 5Os quatro grandes fenômenos da poluição atmosféricamédia

A chuva ácida, o smog fotoquímico, a destruição da camada de ozônio e a intensificação do efeito estufa são quatro fenômenos distintos, com poluentes, camadas da atmosfera e escalas geográficas próprias. A respeito deles, é correto afirmar que

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Resposta: E. NOx + COV + radiação solar formam ozônio troposférico e demais oxidantes, em escala local.

O Capítulo 3.2 organiza os quatro fenômenos em uma tabela comparativa justamente porque a banca costuma trocar os poluentes, as camadas e as escalas de um pelo outro.

O smog fotoquímico é o único fenômeno que envolve produção de ozônio junto ao solo. A receita é sempre a mesma: óxidos de nitrogênio mais compostos orgânicos voláteis, sob radiação solar intensa, geram ozônio troposférico e outros oxidantes, como o nitrato de peroxiacetila. É fenômeno de escala local, típico de grandes centros urbanos em dias ensolarados e com pouca ventilação.

Os outros três: a chuva ácida vem do SO2 e dos NOx, que se convertem em ácido sulfúrico e nítrico na troposfera e acidificam solo, água e materiais, em escala regional; a destruição da camada de ozônio ocorre na estratosfera, causada por CFC, HCFC, halons e brometo de metila, em escala global; e a intensificação do efeito estufa decorre do acúmulo de CO2, CH4, N2O, HFC, PFC e SF6, que retêm radiação infravermelha na troposfera, também em escala global.

A frase que resume tudo, e que está no box de comparação do capítulo: um fenômeno é excesso de ozônio no lugar errado (smog, na troposfera); o outro é falta de ozônio no lugar certo (buraco, na estratosfera).

Por que as outras estão erradas

  • ATroca os fenômenos: CFC e halons destroem o ozônio estratosférico; a chuva ácida vem de SO2 e NOx, em escala regional.
  • BDescreve a chuva ácida, e não o efeito estufa. O efeito estufa intensificado decorre de CO2, CH4, N2O, HFC, PFC e SF6.
  • CO ozônio troposférico do smog não sobe para repor nem para destruir o ozônio estratosférico; são camadas e processos distintos.
  • DInverte as escalas: chuva ácida é regional, smog fotoquímico é local e efeito estufa é global.
A armadilha desta questãoO ozônio aparece nos dois fenômenos, mas em papéis opostos: sobra na troposfera (smog) e falta na estratosfera (camada de ozônio). Alternativa que ligue os dois como se fossem o mesmo problema está errada.

Onde está no Dossiê: Capítulo 3.2 · Os quatro grandes fenômenos da poluição atmosférica

Questão 5 de 5Competência para licenciar (LC 140/2011 e Decreto 8.437/2015)difícil

Considere quatro empreendimentos de logística de petróleo:

  • Ioleoduto que parte de uma refinaria situada em um Estado e termina em um terminal situado em outro Estado
  • IIestação de bombeamento inteiramente contida em um único Estado, implantada dentro de uma Área de Proteção Ambiental instituída pela União, sem nenhum outro fator de atração federal
  • IIIduto submarino de escoamento da produção de um campo offshore
  • IVterminal terrestre isolado, dentro de um único Estado, que não afeta terra indígena, unidade de conservação federal nem o mar territorial.

Segundo a Lei Complementar nº 140/2011 e o Decreto nº 8.437/2015, o licenciamento é de competência da União em

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Resposta: B. O item I é federal por estar em dois ou mais Estados; o item III, por estar no ambiente marinho. Os itens II e IV ficam com a competência residual do Estado.

A Lei Complementar nº 140/2011 fixa a regra de ouro do tema: cada empreendimento é licenciado ou autorizado, ambientalmente, por um único ente federativo, podendo os demais entes interessados manifestar-se de forma não vinculante. A partir daí, a lei distribui as competências, como detalha o Capítulo 4.2.

Cabe à União licenciar, entre outros, empreendimentos localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva; em terras indígenas; em unidades de conservação instituídas pela União, EXCETO Áreas de Proteção Ambiental; em dois ou mais Estados; de caráter militar; envolvendo material radioativo ou energia nuclear; e os que atendam à tipologia fixada em ato do Poder Executivo federal — hoje o Decreto nº 8.437/2015.

Aplicando ao enunciado: o item I está localizado em dois ou mais Estados, logo é federal. O item III está no ambiente marinho, também federal. O item II está em unidade de conservação federal, mas justamente do tipo excepcionado pela lei — a APA —, e como não há outro fator federal, a competência volta a ser residual do Estado. O item IV não reúne nenhum fator federal, sendo igualmente estadual pela competência residual.

Vale registrar o desenho do Decreto nº 8.437/2015 no setor de petróleo: o que puxa para a União é a atividade ser offshore, isto é, no ambiente marinho e na zona de transição terra-mar. A exploração e a produção em terra, em regra, ficam com o Estado — e a exceção onshore de competência federal é a produção a partir de recurso não convencional.

Por que as outras estão erradas

  • AInclui indevidamente o item II. A LC 140/2011 exclui expressamente as Áreas de Proteção Ambiental da regra que atrai para a União o licenciamento em unidade de conservação federal.
  • CDeixa de fora o duto submarino de escoamento. Mar territorial, plataforma continental e zona econômica exclusiva são de licenciamento federal.
  • DNão é o fato de ser atividade da indústria do petróleo que define a competência: o critério é o fator federal presente em cada caso.
  • EInclui o item II, que a exceção das APAs devolve ao Estado, e exclui o item I, que é federal por atravessar mais de um Estado.
A armadilha desta questãoA exceção das APAs vale nos três níveis: estar em unidade de conservação atrai o licenciamento para quem a criou, SALVO se a unidade for Área de Proteção Ambiental. E o Estado tem competência residual — licencia tudo o que não for da União nem do Município.

Onde está no Dossiê: Capítulo 4.2 · Competência para licenciar (LC 140/2011 e Decreto 8.437/2015)

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Como é a prova de Ambiental

São 60 questões em 4 horas: 40 de Conhecimentos Específicos de Ambiental (Fase 1) e 10 de Português e 10 de Matemática (Fase 2). Seguem na classificação só as 2 × (vagas + cadastro de reserva) melhores notas da Fase 1, por ênfase, polo e modalidade de concorrência (Edital 03, subitem 7.1.2, alínea d). Em Ambiental, isso dá 22 pessoas no total. Por isso as questões desta página são todas de Conhecimentos Específicos: é ali que a vaga se decide.

Perguntas sobre o simulado de Ambiental

Tem simulado grátis da Transpetro 2026 para Ambiental?

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Estas questões caíram em provas anteriores?

Não. São questões inéditas, escritas para o edital de 2026 no padrão da Fundação Cesgranrio: cinco alternativas, enunciado com situação de trabalho e alternativas erradas montadas sobre os erros mais comuns. Cada comentário aponta o capítulo da apostila onde o assunto está.

Quantas questões tem a prova de Ambiental?

São 60 questões em 4 horas: 40 de Conhecimentos Específicos de Ambiental e 10 de Português e 10 de Matemática. A prova é no domingo, 6 de dezembro de 2026.

Errei a maioria. Ainda dá tempo para Ambiental?

Dá, se você parar de estudar tudo igual. Comece pelos tópicos que mais pesam no seu cargo e deixe para leitura rápida o que pesa pouco. O cronograma de Ambiental mostra essa ordem, semana a semana até 6/12.

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Questões do Simulado 01 do Dossiê Único de Ambiental: inéditas, escritas no padrão da Fundação Cesgranrio a partir do conteúdo programático do Edital 03 do processo seletivo Transpetro 2026. Não são questões de provas anteriores. Atualizado em 29/10/2026.