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Transpetro 2026 · Edital 03 · Quadro de Terra (Nível Médio)

Simulado Transpetro 2026 de Manutenção Mecânica: 5 questões comentadas

Cinco questões inéditas de Conhecimentos Específicos de Manutenção Mecânica, no padrão da Cesgranrio. Marque a sua resposta e veja na hora o comentário de cada alternativa e a armadilha da questão.

Prova em 6 de dezembro
Questões na prova6040 do cargo · 10 de Português e 10 de Matemática
Nesta página5de Conhecimentos Específicos, com comentário
No simulado completo60na proporção da prova
Vagas5imediatas · 85 com cadastro de reserva

Responda sem consultar nada, como no dia da prova. Os temas: Metrologia — calibração, ajuste e verificação; Instrumentos de medição — leitura de micrômetro externo; Dinâmica da rotação — torque a partir da potência e da rotação; OEE — eficiência global do equipamento; Diagrama ferro-carbono — regra da alavanca.

Questão 1 de 5Metrologia — calibração, ajuste e verificaçãofácil

A oficina de manutenção mecânica de um terminal aquaviário envia um micrômetro externo a um laboratório acreditado. O laboratório devolve um documento que informa, ponto a ponto, o erro do instrumento e a incerteza associada, sem alterar o instrumento. De posse desse documento, o supervisor compara os erros encontrados com o erro máximo admissível dos serviços da oficina e afixa no micrômetro uma etiqueta de conformidade. De acordo com o vocabulário da metrologia, as duas operações descritas são, respectivamente,

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Resposta: A. O certificado com erros e incertezas, sem intervenção no instrumento, é a calibração; a comparação com o erro máximo admissível e a etiqueta de aprovado/reprovado são a verificação.

O Capítulo 1.1 monta o vocabulário oficial da medição justamente porque a banca gosta de embaralhar quatro verbos que a oficina trata como sinônimos e que não são: calibrar, ajustar, verificar e aferir. Calibração é a operação que, sob condições especificadas, estabelece a relação entre os valores indicados pelo instrumento e os valores fornecidos por padrões, com as respectivas incertezas. Calibrar é comparar e documentar. O produto da calibração é um certificado que traz, ponto a ponto, o valor de referência, a indicação do instrumento, o erro e a incerteza expandida. Repare no detalhe decisivo do enunciado: o laboratório 'não altera o instrumento'. Isso é a assinatura da calibração.

Verificação é a comprovação, por evidência objetiva, de que o instrumento atende a requisitos especificados. Verificar é confrontar o erro medido com um critério de aceitação e emitir um veredicto: aprovado ou reprovado, materializado na etiqueta de conformidade. E quem faz a verificação é o usuário, porque o erro máximo admissível depende do serviço dele — o mesmo certificado pode aprovar o instrumento para uma aplicação e reprová-lo para outra mais exigente.

Sobra o ajuste, que é o único dos três que mexe no instrumento: girar a bainha do micrômetro, atuar no parafuso de zero de um transmissor, reposicionar o ponteiro do manômetro. Depois de qualquer ajuste, o instrumento precisa ser calibrado novamente, porque a relação anterior deixou de valer. Como no enunciado ninguém mexeu no micrômetro, o ajuste simplesmente não ocorreu.

Por que as outras estão erradas

  • BInverte os dois conceitos. Quem documenta o erro contra um padrão é a calibração; quem emite juízo de conformidade contra um requisito é a verificação.
  • CNão houve ajuste: o enunciado diz expressamente que o laboratório não alterou o instrumento. Ajustar é mexer no instrumento para corrigir a indicação.
  • DA primeira parte está certa, mas a segunda não: afixar etiqueta de conformidade é verificação, não ajuste. Ajuste modificaria o micrômetro e exigiria nova calibração.
  • EErra as duas: o documento com erros e incertezas é calibração (não verificação), e a etiqueta de conformidade é verificação (não ajuste).
A armadilha desta questãoCalibrar não conserta e não aprova. Quem conserta é o ajuste; quem aprova é a verificação, feita pelo usuário contra o erro máximo admissível do seu próprio serviço.

Onde está no Dossiê: Capítulo 1.1 · Metrologia — calibração, ajuste e verificação

Questão 2 de 5Instrumentos de medição — leitura de micrômetro externofácil

Ao medir o munhão do eixo de uma bomba de transferência com um micrômetro externo de 0 a 25 mm, de resolução 0,01 mm, o mecânico observa que, na bainha, o último traço descoberto da fileira superior é o de 17 mm e que o traço de meio milímetro imediatamente seguinte, na fileira inferior, também está descoberto. No tambor, o traço alinhado com a linha de referência é o de número 44. A medida obtida é

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Resposta: C. 17,00 mm da bainha + 0,50 mm do meio milímetro + 44 × 0,01 mm do tambor = 17,94 mm.

A leitura do micrômetro externo métrico, tratada no Capítulo 1.2, sempre soma três parcelas, nesta ordem: os milímetros inteiros da fileira superior da bainha, o meio milímetro da fileira inferior (quando o traço estiver descoberto) e os centésimos lidos no tambor.

Primeiro, a resolução. O micrômetro métrico padrão tem fuso de passo 0,5 mm e tambor com 50 divisões, de modo que a resolução vale 0,5 ÷ 50 = 0,01 mm. Cada divisão do tambor, portanto, vale um centésimo de milímetro. Agora a soma, passo a passo. Milímetros inteiros na bainha: 17,00 mm. Traço de meio milímetro descoberto: somase 0,50 mm, ficando o parcial em 17,50 mm. Tambor no traço 44: 44 × 0,01 = 0,44 mm. Total: 17,00 + 0,50 + 0,44 = 17,94 mm.

Vale ainda o teste de coerência que o capítulo recomenda: como a resolução é 0,01 mm, o resultado só pode terminar em centésimos exatos — qualquer alternativa com milésimos, como 17,54 mm lido a partir de um nônio inexistente, denuncia que se usou a escala errada.

Por que as outras estão erradas

  • AÉ o erro clássico do micrômetro: esquecer a fileira inferior da bainha e deixar de somar os 0,50 mm. O resultado fica exatamente meio milímetro menor.
  • BResulta de tratar as 44 divisões do tambor como se valessem 0,001 mm cada (17,00 + 0,50 + 0,044). A resolução de 0,001 mm só existe em micrômetro com nônio na bainha, e o enunciado informa 0,01 mm.
  • DVem de aplicar ao tambor a resolução de paquímetro de 0,02 mm (17,50 + 44 × 0,02 = 18,38). O tambor do micrômetro vale 0,01 mm por divisão.
  • EVem de somar 1,00 mm em vez de 0,50 mm ao ver o traço da fileira inferior descoberto. A fileira inferior marca meios milímetros.
A armadilha desta questãoSempre que duas alternativas estiverem separadas por exatamente 0,50 mm, a questão está cobrando a fileira de meios milímetros da bainha.

Onde está no Dossiê: Capítulo 1.2 · Instrumentos de medição — leitura de micrômetro externo

Questão 3 de 5Dinâmica da rotação — torque a partir da potência e da rotaçãomédia

O motor elétrico que aciona uma bomba de transferência de derivados tem, na plaqueta, potência nominal de 22 kW e rotação de 1 160 rpm. Adotando π = 3,1416, o torque nominal disponível no eixo desse motor é de, aproximadamente,

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Resposta: C. ω = 2π × 1 160 / 60 = 121,475 rad/s e T = 22 000 ÷ 121,475 = 181,1 N·m.

A relação entre potência, torque e rotação é P = T·ω, apresentada no Capítulo 2.1 como a versão rotativa de P = F·v. A armadilha inteira está na unidade de ω: a fórmula exige radianos por segundo, e a plaqueta do motor informa rotações por minuto.

Passo 1 — converter a rotação em velocidade angular: ω = 2π·n / 60 = 2 × 3,1416 × 1 160 ÷ 60. Calculando: 2 × 3,1416 = 6,2832; × 1 160 = 7 288,5; ÷ 60 = 121,475 rad/s.

Passo 2 — converter a potência: 22 kW = 22 000 W.

Passo 3 — isolar o torque: T = P / ω = 22 000 ÷ 121,475 = 181,1 N·m.

Duas leituras de engenharia fecham o raciocínio. Primeira: o torque é inversamente proporcional à rotação, o que explica por que um redutor aumenta o torque na mesma proporção em que reduz a rotação, mantendo a potência praticamente constante. Segunda: esse é o torque NOMINAL, e será ele o ponto de partida para dimensionar o eixo à torção (Capítulo 2.4) e para verificar a chaveta ao cisalhamento e ao esmagamento (Capítulo 2.5). Errar aqui contamina toda a cadeia de cálculo.

Por que as outras estão erradas

  • AVem de usar ω = 2π·n sem dividir por 60 (7 288,5 rad/s), o que dá 3,0 N·m. A rotação estava em rotações por MINUTO e precisa ser convertida para segundos.
  • BVem de aplicar T = P/n com a rotação em rpm (22 000 ÷ 1 160 = 19,0). Rpm não é unidade do SI e não entra diretamente na fórmula.
  • DVem de esquecer o fator 2 na velocidade angular, usando ω = π·n/60 = 60,74 rad/s. O resultado sai exatamente com o dobro do valor correto.
  • EVem de usar a frequência em hertz (1 160 ÷ 60 = 19,33 Hz) no lugar da velocidade angular. Falta multiplicar por 2π para converter hertz em radianos por segundo.
A armadilha desta questãoEsquecer a conversão de rpm para rad/s gera erro de fator 9,55 (que é 60/2π). Antes de dividir a potência, escreva ω ao lado e confira se ele está em rad/s.

Onde está no Dossiê: Capítulo 2.1 · Dinâmica da rotação — torque a partir da potência e da rotação

Questão 4 de 5OEE — eficiência global do equipamentodifícil

Em um turno de 8 horas na plataforma de carregamento rodoviário de uma base, foram registrados os seguintes dados: paradas planejadas (troca de turno e inspeção de rotina) de 60 minutos; parada não planejada por falha do selo da bomba de 84 minutos; vazão nominal do braço de carregamento de 250 m³/h; volume efetivamente carregado no turno de 1.260 m³; e volume rejeitado por estar fora de especificação, devolvido para recirculação, de 63 m³. O OEE da plataforma nesse turno foi de, aproximadamente,

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Resposta: C. 0,90 × 0,90 × 0,95 = 0,684, ou 68,4%.

O OEE é o produto de três fatores — Disponibilidade × Desempenho × Qualidade — e nunca a média deles (Capítulo 3.3). Por ser produto de frações, o resultado é sempre menor que o menor dos três fatores, o que torna o indicador implacável.

Passo 1 — tempo programado. O turno tem 480 min. As paradas planejadas SAEM do denominador: 480 − 60 = 420 min de tempo programado para produzir.

Passo 2 — tempo operando. 420 − 84 = 336 min.

Passo 3 — Disponibilidade = tempo operando ÷ tempo programado = 336 ÷ 420 = 0,90, ou 90%.

Passo 4 — tempo ideal para carregar o volume realizado. 1.260 m³ ÷ 250 m³/h = 5,04 h = 5,04 × 60 = 302,4 min. Passo 5 — Desempenho = tempo ideal ÷ tempo operando = 302,4 ÷ 336 = 0,90, ou 90%.

Passo 6 — Qualidade = produção conforme ÷ produção total = (1.260 − 63) ÷ 1.260 = 1.197 ÷ 1.260 = 0,95, ou 95%. Passo 7 — OEE = 0,90 × 0,90 × 0,95 = 0,684, ou 68,4%.

Leitura do resultado: o fator que mais derruba o indicador aqui é a disponibilidade, empatada com o desempenho em 90%. Cada perda se liga a uma das seis grandes perdas do TPM — a falha do selo derruba a disponibilidade, a operação abaixo da vazão nominal derruba o desempenho, e o produto devolvido para recirculação derruba a qualidade.

Por que as outras estão erradas

  • AErrada. Resulta de calcular o desempenho contra o tempo programado (302,4 ÷ 420 = 0,72) em vez de contra o tempo operando.
  • BErrada. Resulta de manter as paradas planejadas no denominador da disponibilidade (336 ÷ 480 = 0,70), o que é erro conceitual: paradas planejadas saem do tempo programado.
  • DErrada. É o produto apenas de disponibilidade e desempenho (0,90 × 0,90 = 0,72), esquecendo o fator qualidade.
  • EErrada. É a média aritmética dos três fatores, (90 + 90 + 95) ÷ 3 = 88,3%. OEE é produto, não média — e a média sempre resulta em número otimista demais.
A armadilha desta questãoDuas armadilhas na mesma questão: parada planejada sai do tempo programado (não entra no denominador da disponibilidade), e OEE é produto dos três fatores, jamais a média.

Onde está no Dossiê: Capítulo 3.3 · OEE — eficiência global do equipamento

Questão 5 de 5Diagrama ferro-carbono — regra da alavancadifícil

Uma chapa de aço-carbono com 0,30% de carbono, destinada a um reforço estrutural em terminal, é resfriada lentamente do campo austenítico até a temperatura ambiente. Considerando que, logo abaixo de 727 °C, a ferrita contém 0,022% de carbono e a perlita contém 0,77% de carbono, as frações de perlita e de ferrita pró-eutetoide dessa chapa são, aproximadamente, de

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Resposta: C. (0,30 − 0,022) ÷ (0,77 − 0,022) = 0,372, ou 37,2% de perlita, restando 62,8% de ferrita.

Com 0,30% de carbono, o aço é hipoeutetoide (menos de 0,77%). Ao resfriar lentamente, forma primeiro ferrita pró-eutetoide nos contornos de grão e, ao cruzar a linha A1, a austenita restante se transforma em perlita. A microestrutura final é ferrita + perlita (Capítulo 4.1).

A regra da alavanca calcula quanto tem de cada constituinte. Traça-se a linha de amarração entre os dois pontos de referência — aqui, ferrita com 0,022% C e perlita com 0,77% C — e a fração de cada um é proporcional ao segmento OPOSTO a ele.

Passo 1 — fração de perlita. (0,30 − 0,022) ÷ (0,77 − 0,022).

Passo 2 — resolvendo. 0,278 ÷ 0,748 = 0,3717.

Passo 3 — em porcentagem. 0,3717 × 100 = 37,2% de perlita.

Passo 4 — complemento. Ferrita pró-eutetoide = 100 − 37,2 = 62,8%.

O resultado faz sentido físico: com pouco carbono, sobra muita ferrita clara e mole, e pouca perlita escura e listrada. É por isso que aços de baixo carbono são dúcteis e soldáveis, e é por isso que dutos, costados de tanque e tubulação de processo são feitos deles. Ao microscópio, essa chapa mostraria áreas claras (ferrita) dominando o campo, com ilhas escuras de perlita.

Por que as outras estão erradas

  • AErrada. 4,2% é a fração TOTAL de cementita da peça, obtida com a linha de amarração até 6,67% C — grandeza diferente da fração de perlita.
  • BErrada. É a simples leitura do teor de carbono como se fosse a fração de perlita; não há qualquer relação direta entre os dois números.
  • DErrada. Resulta de ignorar o carbono dissolvido na ferrita, calculando 0,30 ÷ 0,77 = 39,0%.
  • EErrada. Inverte os resultados: atribui à perlita a fração da ferrita. Em aço hipoeutetoide a ferrita é sempre majoritária.
A armadilha desta questãoNa regra da alavanca, a fração de uma fase é proporcional ao segmento OPOSTO a ela — e o teor de carbono da ferrita (0,022%) não pode ser desprezado no denominador.

Onde está no Dossiê: Capítulo 4.1 · Diagrama ferro-carbono — regra da alavanca

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Como é a prova de Manutenção Mecânica

São 60 questões em 4 horas: 40 de Conhecimentos Específicos de Manutenção Mecânica (Fase 1) e 10 de Português e 10 de Matemática (Fase 2). Seguem na classificação só as 2 × (vagas + cadastro de reserva) melhores notas da Fase 1, por ênfase, polo e modalidade de concorrência (Edital 03, subitem 7.1.2, alínea d). Em Manutenção Mecânica, isso dá 170 pessoas no total. Por isso as questões desta página são todas de Conhecimentos Específicos: é ali que a vaga se decide.

Perguntas sobre o simulado de Manutenção Mecânica

Tem simulado grátis da Transpetro 2026 para Manutenção Mecânica?

Tem. Nesta página estão 5 questões de Conhecimentos Específicos de Manutenção Mecânica, com resposta e comentário de cada alternativa. O simulado completo tem 60 questões, na proporção da prova, e vem no Dossiê Único do cargo.

Estas questões caíram em provas anteriores?

Não. São questões inéditas, escritas para o edital de 2026 no padrão da Fundação Cesgranrio: cinco alternativas, enunciado com situação de trabalho e alternativas erradas montadas sobre os erros mais comuns. Cada comentário aponta o capítulo da apostila onde o assunto está.

Quantas questões tem a prova de Manutenção Mecânica?

São 60 questões em 4 horas: 40 de Conhecimentos Específicos de Manutenção Mecânica e 10 de Português e 10 de Matemática. A prova é no domingo, 6 de dezembro de 2026.

Errei a maioria. Ainda dá tempo para Manutenção Mecânica?

Dá, se você parar de estudar tudo igual. Comece pelos tópicos que mais pesam no seu cargo e deixe para leitura rápida o que pesa pouco. O cronograma de Manutenção Mecânica mostra essa ordem, semana a semana até 6/12.

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Questões do Simulado 01 do Dossiê Único de Manutenção Mecânica: inéditas, escritas no padrão da Fundação Cesgranrio a partir do conteúdo programático do Edital 03 do processo seletivo Transpetro 2026. Não são questões de provas anteriores. Atualizado em 29/10/2026.