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Transpetro 2026 · Edital 01 · Quadro de Mar (Guarnição)

Simulado Transpetro 2026 de Cozinheiro: 5 questões comentadas

Cinco questões inéditas de Conhecimentos Específicos de Cozinheiro, no padrão da Cesgranrio. Marque a sua resposta e veja na hora o comentário de cada alternativa e a armadilha da questão.

Prova em 6 de dezembro
Questões na prova5030 do cargo · 20 de Português
Nesta página5de Conhecimentos Específicos, com comentário
No simulado completo50na proporção da prova
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Responda sem consultar nada, como no dia da prova. Os temas: Identificação de corpos e partes da embarcação; A Autoridade Marítima e as Águas Jurisdicionais Brasileiras; Ameaças aos transportes marítimos e operações portuárias; Sinais vitais do acidentado e transporte seguro da; Ações de controle sanitário e requisitos higiênico-sanitários gerais.

Questão 1 de 5Identificação de corpos e partes da embarcaçãomédia

Durante a baldeação do convés de um navio-tanque em cabotagem, o pessoal de câmara acompanha a faina e ouve a turma de convés nomear as partes do casco. Na terminologia naval, o invólucro lateral do casco, o seu limite superior, a parede de proteção erguida acima do convés e a face interna dessa parede denominam-se, respectivamente,

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Resposta: C. Costado é o invólucro lateral, borda é o seu limite superior, borda falsa é a parede acima do convés e amurada é a face interna dessa parede.

A sequência correta é costado, borda, borda falsa e amurada. O costado é o invólucro lateral do casco, a chapa que fecha o navio pelos lados; a borda é o seu limite superior, a linha em que o costado termina; acima do convés, para proteger pessoal e carga, ergue-se a borda falsa, que é uma parede de chapa; e a face interna dessa parede, aquela que se vê de dentro do convés, é a amurada.

O erro típico é tratar amurada e borda falsa como sinônimos. Não são: a borda falsa é a peça, vista por fora ou considerada como estrutura; amurada é a face interna dela, o lado voltado para quem está no convés. Outro erro é confundir borda com borda falsa: borda é apenas o limite superior do costado, não é uma parede. O assunto está no módulo de Arquitetura Naval, capítulo 1, que trata da identificação de corpos e partes da embarcação, junto com proa, popa, meia-nau, bombordo e boreste, bochecha e alheta, obras vivas e obras mortas. Vale fixar também que obras vivas, ou querena, é a parte do casco abaixo do plano de flutuação em plena carga, sempre imersa e protegida com tinta de fundo e anti-incrustante, e obras mortas é a parte acima desse plano.

Por que as outras estão erradas

  • AInverte borda e borda falsa: o limite superior do costado é a borda, e a parede acima do convés é a borda falsa.
  • BTroca costado por amurada e coloca o costado como parede acima do convés, o que é duplamente errado: o costado é o invólucro lateral de todo o casco.
  • DComeça pela borda falsa como invólucro lateral e termina atribuindo à borda a condição de face interna, embaralhando as quatro definições.
  • EAtribui à amurada a condição de limite superior do costado e à borda a de face interna, quando a relação é a oposta.
A armadilha desta questãoAmurada não é a parede: é a face interna da borda falsa. E borda é só o limite superior do costado, nunca uma parede.

Onde está no Dossiê: Capítulo 1.1 · Identificação de corpos e partes da embarcação

Questão 2 de 5A Autoridade Marítima e as Águas Jurisdicionais Brasileirasfácil

Conforme a Lei nº 8.617/1993, o mar territorial brasileiro, a zona contígua e a zona econômica exclusiva compreendem, respectivamente, as faixas de

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Resposta: E. Mar territorial de 12 milhas, zona contígua de 12 a 24 milhas e zona econômica exclusiva de 12 a 200 milhas.

A Lei nº 8.617/1993 fixa a largura do mar territorial brasileiro em 12 milhas marítimas, medidas a partir das linhas de base. A zona contígua se estende das 12 às 24 milhas, ou seja, começa onde o mar territorial termina e tem outras 12 milhas de largura. A zona econômica exclusiva se estende das 12 às 200 milhas, isto é, também começa no limite externo do mar territorial, mas vai muito mais longe. A plataforma continental compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do mar territorial, até o bordo exterior da margem continental ou até 200 milhas, quando esse bordo não atinge essa distância.

Repare que zona contígua e zona econômica exclusiva se superpõem entre 12 e 24 milhas: a primeira serve a finalidades de fiscalização aduaneira, fiscal, de imigração e sanitária; a segunda, a direitos sobre recursos naturais. Não são faixas consecutivas e exclusivas, e é exatamente nessa superposição que a banca monta distratores. O conceito de Águas Jurisdicionais Brasileiras, na definição do Decreto nº 4.136/2002, é a soma das águas interiores com as águas marítimas sob jurisdição nacional. A Autoridade Marítima é o Comandante da Marinha, que exerce a competência por meio da Diretoria de Portos e Costas, responsável por editar as NORMAM, e das Capitanias, Delegacias e Agências, que executam. O assunto está no módulo de Legislação Marítima e Ambiental, capítulo 1.

Por que as outras estão erradas

  • AAtribui 24 milhas ao mar territorial, que tem 12, e desloca a zona contígua para a faixa de 24 a 200 milhas.
  • BConfunde zona contígua com zona econômica exclusiva: é a zona contígua que vai de 12 a 24 milhas.
  • CAtribui 200 milhas ao mar territorial, que tem 12 milhas; 200 milhas é o limite externo da zona econômica exclusiva.
  • DInverte zona contígua e zona econômica exclusiva, deixando a contígua com a faixa mais externa.
A armadilha desta questãoZona contígua e ZEE começam ambas no limite externo do mar territorial, nas 12 milhas: elas se superpõem, não se sucedem.

Onde está no Dossiê: Capítulo 2.1 · A Autoridade Marítima e as Águas Jurisdicionais Brasileiras

Questão 3 de 5Ameaças aos transportes marítimos e operações portuárias

No regime internacional aplicável ao navio, distinguem-se segurança, no sentido de safety, e proteção, no sentido de security. A respeito dessa distinção e da solução do conflito entre as duas, é correto afirmar que

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Resposta: B. Safety é contra o acidente, security é contra o ato ilícito intencional, e no conflito prevalece a segurança, com medida de proteção alternativa.

Safety é segurança contra o acidente, o evento não intencional: incêndio, alagamento, queda, abalroamento. Security é proteção contra o ato ilícito intencional: sabotagem, furto, acesso não autorizado, sequestro, uso do navio como arma. São dois corpos de medidas com lógicas diferentes, e a prova explora a confusão entre eles. Quando as duas colidem, a regra é clara: prevalece a segurança da vida humana e do navio, e a medida de proteção que conflita é substituída por outra, alternativa, que alcance o objetivo de proteção sem comprometer a segurança. O exemplo canônico é a saída de emergência: ela não se tranca para controlar acesso; controla-se o acesso por vigilância, alarme ou outro meio que mantenha a rota de fuga livre. É por isso que a alternativa E está errada, e errada em qualquer nível de proteção.

Incidente de proteção é qualquer ato suspeito ou circunstância que ameace a proteção do navio, inclusive de unidade móvel de perfuração offshore e de embarcação de alta velocidade. Não exige dano consumado: o objeto do regime é justamente atuar antes. E quanto ao par ameaça e vulnerabilidade, a relação é a inversa da proposta na alternativa D: ameaça é externa e não se elimina a bordo, enquanto vulnerabilidade é interna e é precisamente o alvo das medidas de proteção. O assunto está no módulo de Conscientização sobre proteção de navio, capítulo 1.

Por que as outras estão erradas

  • AInverte os conceitos e a regra de prevalência: safety cuida do acidente, security do ato ilícito, e o que prevalece no conflito é a segurança da vida humana e do navio.
  • CIncidente de proteção abrange qualquer ato suspeito ou circunstância que ameace a proteção, sem exigir dano consumado.
  • DInverte a natureza dos dois fatores: ameaça é externa e não se elimina a bordo; vulnerabilidade é interna e é o alvo das medidas.
  • ENenhum nível de proteção autoriza bloquear rota de fuga: a medida de proteção que conflita com a segurança é substituída por outra, alternativa.
A armadilha desta questãoProteção nunca tranca saída de emergência. Havendo conflito, a segurança da vida humana vence e a proteção se faz por outro meio.

Onde está no Dossiê: Capítulo 3.1 · Ameaças aos transportes marítimos e operações portuárias

Questão 4 de 5Sinais vitais do acidentado e transporte seguro da

Um tripulante é encontrado sentado no chão da copa, consciente, com a pele pálida, fria e úmida. Ao verificar os sinais vitais do acidentado, o socorrista deve saber que

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Resposta: A. Pulso rápido e fino, respiração rápida e superficial e pele pálida, fria e úmida formam o conjunto que indica choque.

O conjunto descrito é o quadro clássico de choque: pulso rápido e fino, respiração rápida e superficial, pele pálida, fria e úmida. Esses quatro achados andam juntos porque têm uma causa comum, a perfusão insuficiente dos tecidos: o coração acelera para compensar, a respiração acelera para compensar, e a circulação periférica é sacrificada em favor dos órgãos nobres, o que explica a palidez, o frio e a sudorese. Reconhecer esse conjunto é mais importante do que decorar valores isolados, porque ele muda a conduta.

Quanto à técnica, o pulso se verifica com a polpa do indicador e do médio, nunca com o polegar, porque o polegar tem pulsação própria e o socorrista acaba contando o seu próprio pulso. O pulso radial é o de escolha na vítima consciente; na inconsciente usa-se o carotídeo, e no lactente o braquial. A frequência respiratória normal do adulto é de 12 a 20 incursões por minuto, e a contagem se faz por um minuto inteiro, sem avisar a vítima, porque quem sabe que está sendo observado altera o ritmo da respiração.

Por fim, a distinção entre sinal e sintoma é o oposto do que diz a alternativa E: sinal é o que se observa ou mede, como palidez, sudorese e frequência de pulso; sintoma é o que somente a vítima sente e relata, como dor, náusea e tontura. O assunto está no módulo de Conhecimentos Elementares de Primeiros Socorros, capítulo 3, que trata dos sinais vitais e do transporte seguro da vítima.

Por que as outras estão erradas

  • BO pulso se verifica com a polpa do indicador e do médio; o polegar tem pulsação própria e falseia a contagem.
  • CA frequência respiratória normal do adulto é de 12 a 20 incursões por minuto; 20 a 30 já é taquipneia.
  • DNa vítima inconsciente o pulso de escolha é o carotídeo; o radial é usado na vítima consciente.
  • EInverte as definições: sinal é o que se observa ou mede e sintoma é o que somente a vítima sente.
A armadilha desta questãoNunca tome o pulso com o polegar: você conta o seu. E conte a respiração sem avisar, porque avisar altera o ritmo. Técnicas de Sobrevivência Pessoal

Onde está no Dossiê: Capítulo 4.3 · Sinais vitais do acidentado e transporte seguro da

Questão 5 de 5Ações de controle sanitário e requisitos higiênico-sanitários gerais

Sobre os mecanismos das doenças transmitidas por alimentos e os agentes tipicamente envolvidos em serviço de alimentação, é correto afirmar que

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Resposta: C. O esporo do Clostridium perfringens sobrevive à cocção e germina no resfriamento lento do alimento cozido em grande volume, causando toxinfecção.

O Clostridium perfringens é o agente do panelão. Ele forma esporo, e o esporo atravessa a cocção normal: o cozimento mata as células vegetativas, elimina a microbiota que competia por nutriente e deixa o esporo vivo num substrato cozido, úmido e rico. Se o alimento atravessa devagar a faixa morna, o esporo germina e a multiplicação é explosiva. O mecanismo é de toxinfecção: ingere-se o micro-organismo vivo, que produz a toxina dentro do intestino. Por isso os alimentos clássicos são carne assada, ensopado, feijoada, molho, caldo e ave recheada, e por isso o resfriamento rápido é ponto crítico de controle.

As três particularidades que derrubam quem estudou só o nome dos agentes precisam estar decoradas. A toxina do Staphylococcus aureus é termorresistente: reaquecer mata a bactéria e não destrói a toxina, de modo que a preparação abusada está perdida e o destino é o descarte; o reservatório é o próprio manipulador, que carrega a bactéria na pele, no nariz, na garganta e sobretudo em ferida, unheiro e furúnculo. A Listeria monocytogenes se multiplica sob refrigeração, e é a exceção que quebra a confiança cega no frio; o controle dela é de prazo e de origem, com atenção a queijo de leite cru, queijo mole, frios fatiados e patê, e risco aumentado na gestante. E esporo não é célula: Clostridium e Bacillus formam esporo, que resiste à cocção normal.

O Bacillus cereus tem duas formas, e não uma: intoxicação emética por toxina pré-formada, típica do arroz e da massa cozidos guardados em temperatura ambiente, e toxinfecção diarreica. Quanto ao tempo, a regra é inversa à da alternativa A: quadro explosivo em menos de seis horas, com vômito dominante e pouca febre, aponta toxina pré-formada, isto é, intoxicação; quadro que aparece depois de doze ou vinte e quatro horas, com febre e diarreia, aponta infecção. O assunto está no módulo de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, capítulo 1.

Por que as outras estão erradas

  • ADescreve a infecção. Na intoxicação, a toxina já está formada no alimento e o quadro é precoce, com vômito dominante e pouca febre.
  • BO Bacillus cereus tem duas formas: intoxicação emética por toxina pré-formada e toxinfecção diarreica. Não atua exclusivamente por infecção.
  • DA toxina estafilocócica é termorresistente: o calor mata a bactéria e mantém a toxina, e a preparação abusada vai para o descarte.
  • EA Listeria monocytogenes é justamente a exceção que se multiplica sob refrigeração; o controle dela é de prazo e de origem, não só de temperatura.
A armadilha desta questãoTrês frases para levar na prova: a toxina do estafilococo resiste ao calor, a Listeria cresce na geladeira e o esporo atravessa a cocção.

Onde está no Dossiê: Capítulo 6.1 · Ações de controle sanitário e requisitos higiênico-sanitários gerais

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Como é a prova de Cozinheiro

São 50 questões em 4 horas: 30 de Conhecimentos Específicos de Cozinheiro e 20 de Português. Os específicos habilitam, e a Fase 2 elimina quem fica abaixo do mínimo. Por isso as questões desta página são todas de Conhecimentos Específicos.

Perguntas sobre o simulado de Cozinheiro

Tem simulado grátis da Transpetro 2026 para Cozinheiro?

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Estas questões caíram em provas anteriores?

Não. São questões inéditas, escritas para o edital de 2026 no padrão da Fundação Cesgranrio: cinco alternativas, enunciado com situação de trabalho e alternativas erradas montadas sobre os erros mais comuns. Cada comentário aponta o capítulo da apostila onde o assunto está.

Quantas questões tem a prova de Cozinheiro?

São 50 questões em 4 horas: 30 de Conhecimentos Específicos de Cozinheiro e 20 de Português. A prova é no domingo, 6 de dezembro de 2026.

Errei a maioria. Ainda dá tempo para Cozinheiro?

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Questões do Simulado 01 do Dossiê Único de Cozinheiro: inéditas, escritas no padrão da Fundação Cesgranrio a partir do conteúdo programático do Edital 01 do processo seletivo Transpetro 2026. Não são questões de provas anteriores. Atualizado em 29/10/2026.